sexta-feira, 17 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Ultimazinha do ano
Bem amigos, depois de váriso meses longe das panelas cervejeiras(mas não das cervejas) por motivo de força maior, ontem dei inicio a mais uma leva. Fiz a brassagem de uma Pale Ale acrcentando um pouco de malte Melanoidina que tinha. Estou um pouco receoso sobre o resultado final por diversos motivos: matéria-prima um tanto antiga (estocada a uns 5 meses) e temperatura de fermantação elevada. Pórem, não podia desperdiçar matéria-prima. Voltarei em breve para descrever o resultado final desta criança que está em formação ( fermentação!).
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
O churrasco

Sábado de manhã, sol, calor, o dia se promete à preguiça. Só que você está no gás total, louco pra extravasar e botar pra fora de si mesmo os demônios e os sapos engolidos no trabalho durante a semana.
Eis que o seu telefone toca. É a boa do dia. Na ponta da linha você ouve seu amigo, aquele que tem uma chácara bem bacana. E ele te convida pra um churrasco com o pessoal todo. As despesas com as carnes serão rachadas depois pelos convivas. Quanto à cerveja, ele pede que cada um leve “uma caixinha”.
Ok, tudo muito legal, você precisava justamente disso pra relaxar e pôr em dia o papo com a rapaziada. Acontece que você é um beer-evangelizado e não está nem um pouco a fim de passar o dia tomando as brejas “de sempre”. Ainda mais porque você comprou uma caixa daquela weizenbier alemã que estava em promoção por que ia vencer a validade, a R$ 1,85 por unidade de 500ml. E você estava justamente esperando um sábado de sol e calor pra “matar” as danadinhas. E sábados de sol e calor sempre imploram por uma — ou várias — weizenbier.
Você então se pega avaliando uma situação que ainda é inusitada em terras patropis. Ou se resigna ao status quo e leva ao churrascão “uma caixinha” da standard lager de sempre, ou mostra sem medo nem pejo a sua personalidade, chegando em triunfo com meia dúzia das alemãzinhas que anseia degustar naquele dia. Se optar pela segunda hipótese, prepare-se pra ser olhado com um misto de estranheza, raiva e inveja. Tem gente que acha até falta de educação. Em alguns casos, registram-se a ocorrência de ataques verbais ou mesmo físicos, com consequências criminais. Você automaticamente passa a ser o “fresco”.
A boa notícia é que, a cada dia, mais frescos saem dos seus esconderijos fortuitos, nos quais entraram para fugir da boiada passando. São pessoas que subitamente descobriram que até mesmo no churrascão é possível manter certa qualidade em cervejas, e gastando praticamente o mesmo valor em dinheiro, bastando apenas algum conhecimento e uma rápida pesquisa de preços. Na geladeira dessa gente as “de sempre” há tempos já não figuram mais.
Apesar da resistência dos “torcedores de rótulos“, é muito bom que o movimento dos frescos esteja acontecendo. Pra quem, como eu, é um otimista congênito, trata-se de um franco amadurecimento progressivo dos hábitos de consumo do brasileiro. É o direito de escolha se manifestando. Por qual motivo eu tenho de beber “as mesmas”, se por acaso, naquele dia, quero beber “as minhas”?
Tá bom, eu confesso: Sou um desses frescos. Não é firula, nem desejo de “me mostrar”. Apenas quero desfrutar da companhia dos meus melhores amigos com a cerveja que considero ser a melhor, pra mim, praquele momento específico. Não precisa, mandatoriamente, ser “a mesma”, certo?
Certo! É tudo questão de personalidade e de escolha. Pra esses amigos, quando me lançam olhares esquisitos, não antagonizo. Como não demonizo a cerveja de ninguém, as eventuais piadinhas logo se desvanescem. Sobra no lugar a curiosidade. Quem tem cabeça aberta geralmente quer experimentar as brejas que eu levo.
Infelizmente, pra tudo na vida há um preço a ser pago. Esse preço, no meu caso e nessa situação, é beber em menor quantidade a “minha” cerveja, porque a galera acaba se encantando com a “novidade”…
Pois então deixe o pânico de lado, encha a sacolinha com as brejas que mais tiver vontade de tomar naquele dia, apareça no churrascão de cabeça erguida, respire fundo e junte-se a nós, os frescos!
(Publicado originalmete por M. Beltramelli em www.brejas.com.br)
NOTA: Aqui no Piauí, nem em promoção, nem vencida, conseguimos encontrar uma weizenbier por R$1,85!!!!
O retorno
Depois de algum tempo longe do blog, porém, sempre perto das brejas especiais e artesanais, retornaremos em breve a ativa, com a produção de outras levas de cervejas caseiras. Aliás, a larger produzida no mês de junho fez bastante sucesso entre os amigos(degustada em P. Bons)
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Teste cego das cervejas comerciais (E agora?)
(Retirado do site: www.brejas.com.br)
O pessoal do Bares & Botecos se reuniu para realizar um sonho há muito protelado: o primeiro teste cego com cervejas populares nacionais. São as chamadas “pilsen brasileiras”, ou “standard american lager”, entre algumas outras nomenclaturas técnicas.A seleção incluiu onze representantes do estilo, com exclusividade para as latas, por questões logísticas. A proposta inicial visava privilegiar cervejas encontradas no varejo, especialmente em botequins, mercearias e pés-sujos em geral. Desta forma, muitas marcas mais elaboradas, raras e artesanais (as melhores em qualquer degustação) foram descartadas.
As avaliações seguiram os critérios utilizados pelos membros e colaboradores do Brejas. Para neutralizar distorções, a apuração ignorou as notas mais altas e mais baixas conferidas a cada concorrente. Segue o resultado do teste, incluindo entre parêntesis as respectivas notas.
1º lugar: Bavária Clássica (3,616)
2º lugar: Kaiser (3,083)
3º lugar: Sol (3,080)
4 º lugar: Glacial (2,900)
5 º lugar: Nova Schin (2,700)
6 º lugar: Crystal (2,666)
7 º lugar: Antarctica (2,260)
8 º lugar: Bohemia (2,175)
9 º lugar: Skol (2,033)
10 º lugar: Brahma (1,450)
11 º lugar: Itaipava (1,190)
De modo geral, exageros numéricos à parte, o resultado repete os outros testes cegos realizados pelo Brejas com o mesmo estilo. Como sempre acontece nessas ocasiões, os avaliadores do Bares & Botecos reagiram entre indignados e incrédulos. Quase todos (este degustador incluso) preferem pedir aos garçons e balconistas exatamente a cinco mais criticadas, enquanto as “melhores” são estigmatizadas como horrores líquidos.Testes cegos possuem essa aura iconoclasta e imprevisível. Reforçam o debate sobre as escolhas “de rótulo”, movidas principalmente pela publicidade. Pessoalmente, fiquei incomodado com o engano cometido quanto à Bavária, que sempre reconheci e repudiei, mesmo às escuras. Suponho, sem confirmação técnica, que o novo título “Clássica” se refere a alguma mudança de fórmula.Cabe agora realizar um novo teste cego com as mesmas marcas, só que em garrafas, para aproximar a avaliação do cotidiano botequístico e dirimir eventuais dúvidas. O desafio está lançado!
PS: Chegaram novas matérias-primas. Vem por aí novas levas....
quarta-feira, 10 de março de 2010
Lei de Pureza Alemã
texto retirado do blog do brejas www.brejas.com.br
REINHEITSGEBOT
Imagine-se curtindo uma ressaca de matar. Dor de cabeça, choro e ranger de dentes. E você tem absoluta certeza de que essa ressaca veio de uma cerveja sabidamente muito ruim que você tomou na véspera.
Foi exatamente o mal que acometeu Guilherme IV, duque da Baviera (região alemã onde está Munique), no dia 23 de abril do longínquo ano de 1516, quando assinou a Reinheitsgebot, ou, para os íntimos, a Lei de Pureza da Cerveja, a qual determinava que a breja local só poderia, dali em diante, ser produzida utilizando-se apenas água pura, malte e lúpulo. O fermento, por sua vez, foi incluído nesta lei algum tempo mais tarde, uma vez que ainda não era conhecido.
Guilherme tinha ótimos motivos para radicalizar. Até então, os cervejeiros da Baviera, na tentativa de “inovar” suas receitas, incluíam ingredientes bizarros na cerveja, como fuligem e cal, o que, provavelmente, teria causado a ressaca ducal.
Hoje, muitas cervejarias ainda seguem à risca a Reinheitsgebot, principalmente as alemãs e belgas, o que explica a excelência das brejas produzidas nesses países. No Brasil, várias cervejarias artesanais também compartilham do mesmo ideal de Gulherme, como a Eisenbahn e a Falke, produzindo cervejas de qualidade indiscutível.
Leia a íntegra traduzida da Reinheitsgebot:
"Como a cerveja deve ser elaborada e vendida neste país, no verão e no inverno: Decretamos, firmamos e estabelecemos, baseados no Conselho Regional, que daqui em diante, no principado da Baviera, tanto nos campos como nas cidades e feiras, de São Miguel até São Jorge, uma caneca de 1 litro (1) ou uma cabeça (2) de cerveja sejam vendidos por não mais que 1 Pfennig da moeda de Munique, e de São Jorge até São Miguel a caneca de 1 litro por não mais que 2 Pfennig da mesma moeda, e a cabeça por não mais que 3 Heller (3), sob as penas da lei. Se alguém fabricar ou tiver cerveja diferente da Märzen, não pode de forma alguma vende-la por preço superior a 1 Pfennig por caneca de 1 litro . Em especial, desejamos que daqui em diante, em todas as nossas cidades, nas feiras, no campo, nenhuma cerveja contenha outra coisa além de cevada, lúpulo e água. Quem, conhecendo esta ordem, a transgredir e não respeitar, terá seu barril de cerveja confiscado pela autoridade judicial competente, por castigo e sem apelo, tantas vezes quantas acontecer. No entanto, se um taberneiro comprar de um fabricante um, dois ou três baldes (4) de cerveja para servir ao povo comum, a ele somente, e a mais ninguém, será permitido e não proibido vender e servir a caneca de 1 litro ou a cabeça de cerveja por 1 Heller a mais que o estabelecido anteriormente.”
Guilherme IV, duque da Baviera, no dia de São Jorge (23 de abril), no ano de 1516, em Ingolstadt"
(Extraído do livro "O catecismo da Cerveja", de Conrad Seidl - Editora Senac)
(1) A caneca da Baviera tinha na época 1,069 litros.(2) Tigela em forma semicircular para líquidos, com pouco menos de uma caneca de 1 litro.(3) O Heller geralmente equivale a meio Pfennig(4) Equivalente a 60 canecas de 1 litro.
REINHEITSGEBOT
Imagine-se curtindo uma ressaca de matar. Dor de cabeça, choro e ranger de dentes. E você tem absoluta certeza de que essa ressaca veio de uma cerveja sabidamente muito ruim que você tomou na véspera.
Foi exatamente o mal que acometeu Guilherme IV, duque da Baviera (região alemã onde está Munique), no dia 23 de abril do longínquo ano de 1516, quando assinou a Reinheitsgebot, ou, para os íntimos, a Lei de Pureza da Cerveja, a qual determinava que a breja local só poderia, dali em diante, ser produzida utilizando-se apenas água pura, malte e lúpulo. O fermento, por sua vez, foi incluído nesta lei algum tempo mais tarde, uma vez que ainda não era conhecido.
Guilherme tinha ótimos motivos para radicalizar. Até então, os cervejeiros da Baviera, na tentativa de “inovar” suas receitas, incluíam ingredientes bizarros na cerveja, como fuligem e cal, o que, provavelmente, teria causado a ressaca ducal.
Hoje, muitas cervejarias ainda seguem à risca a Reinheitsgebot, principalmente as alemãs e belgas, o que explica a excelência das brejas produzidas nesses países. No Brasil, várias cervejarias artesanais também compartilham do mesmo ideal de Gulherme, como a Eisenbahn e a Falke, produzindo cervejas de qualidade indiscutível.
Leia a íntegra traduzida da Reinheitsgebot:
"Como a cerveja deve ser elaborada e vendida neste país, no verão e no inverno: Decretamos, firmamos e estabelecemos, baseados no Conselho Regional, que daqui em diante, no principado da Baviera, tanto nos campos como nas cidades e feiras, de São Miguel até São Jorge, uma caneca de 1 litro (1) ou uma cabeça (2) de cerveja sejam vendidos por não mais que 1 Pfennig da moeda de Munique, e de São Jorge até São Miguel a caneca de 1 litro por não mais que 2 Pfennig da mesma moeda, e a cabeça por não mais que 3 Heller (3), sob as penas da lei. Se alguém fabricar ou tiver cerveja diferente da Märzen, não pode de forma alguma vende-la por preço superior a 1 Pfennig por caneca de 1 litro . Em especial, desejamos que daqui em diante, em todas as nossas cidades, nas feiras, no campo, nenhuma cerveja contenha outra coisa além de cevada, lúpulo e água. Quem, conhecendo esta ordem, a transgredir e não respeitar, terá seu barril de cerveja confiscado pela autoridade judicial competente, por castigo e sem apelo, tantas vezes quantas acontecer. No entanto, se um taberneiro comprar de um fabricante um, dois ou três baldes (4) de cerveja para servir ao povo comum, a ele somente, e a mais ninguém, será permitido e não proibido vender e servir a caneca de 1 litro ou a cabeça de cerveja por 1 Heller a mais que o estabelecido anteriormente.”
Guilherme IV, duque da Baviera, no dia de São Jorge (23 de abril), no ano de 1516, em Ingolstadt"
(Extraído do livro "O catecismo da Cerveja", de Conrad Seidl - Editora Senac)
(1) A caneca da Baviera tinha na época 1,069 litros.(2) Tigela em forma semicircular para líquidos, com pouco menos de uma caneca de 1 litro.(3) O Heller geralmente equivale a meio Pfennig(4) Equivalente a 60 canecas de 1 litro.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

No momento, só comprando mesmo. Não imaginavamos o trabalho que dá pra fazer uma cervejinha. Por isso, não reclame do preço da cerveja, pois ela vale o tanto que custa; ainda mais se for artesanal.
FOTO: Hofbrau - lager alemã com sabor marcante e refrescante. Compras: www.submarino.com.br ou www.cervejasnet.com.br
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